terça-feira, 31 de março de 2009

Legalização das Drogas : Os falsos motivos

Os defensores da legalização das drogas (que sempre viveram nas sombras) agora vem à luz para falar na tv e em outros meios de comunicação uma miríade de falsos argumentos que justificariam a aceitação formal desse mal pela sociedade.

Vejamos alguns deles com nossa respectiva contraposição:

1 - Legalizando a droga, eliminar-se-ia o crime que a droga gera.

Contraposição: Este argumento pode (analogamente) equivaler a um outro, por exemplo: 'Legalizando os assassinatos, deixaríamos de ter crimes de assassinato'. Poderíamos estender isso ao roubo, ao estupro, à pedofilia, etc... Ora, essa 'solução' não me parece razoável, parece mais com a solução do avestruz: em caso de perigo, resolva o problema colocando a cabeça em um buraco na terra. Essa alternativa é a essência da COVARDIA. Entretanto, vamos atacar o seu verdadeiro objetivo: reduzir o crime gerado pelas drogas. Pense, o que lhe incomoda no tráfico de drogas: a lavagem de dinheiro, a sonegação ou o fato de você estar exposto a um exército de viciados e de distribuidores dispostos a chacinar a sua família para roubar o que você possui? Dispostos a atirar na cabeça de mulheres grávidas nos sinais de trânsito para roubar-lhes o carro e transformá-lo em dinheiro para consumir ou simplesmente fazer capital-de-giro nas bocas-de-fumo? Ou, ainda, estraçalhar corpos de crianças pelas ruas só por prazer do 'barato' que o entorpecente lhes dá?

Eu não duvido, tanto quanto eu, o que deve te apavorar com relação às drogas é o que o drogado e os seus fornecedores podem fazer com você ou com sua família. Será que uma legalização eliminaria esse perigo? Não, definitivamente não. Isso porque, mesmo que as drogas fossem vendidas em farmácias, o mercado-negro existiria e ainda teríamos um exército de potencial consumidores criminosos, talvez, em quantidade dezenas de vezes maior do que a que temos hoje, pois, a legalização não resolveria o problema do vício, e é o viciado que comete os crimes contra a tua vida e a vida de teus familiares. Eu não dou a mínima se um drogado se mata satisfazendo seu vício, mas me preocupo quando esse cara quer invadir minha casa para me assaltar e colocar em perigo a minha família.

2. Os governos vão 'lucrar' com a legalização.

Contraposição : Esse é fácil. Lembram-se do cigarro? O cigarro também prometeu isso. Hoje, sabe-se que qualquer governo trocaria os milhões em impostos que a indústria do cigarro paga pela possibilidade de não ter que tratar todos os doentes vítimas do cigarro. Ainda havemos de lembrar que as drogas viciam e matam muito mais rápido do que o incômodo cigarro. Entretanto, se só isso fosse o problema, eu assinaria pela legalização já, pois, como já disse, se um drogado morre pelo seu vício, que se dane ele - é apenas um a menos.

3. Poderíamos legalizar primeiro as drogas leves.

Contraposição : Essa é a principal bandeira dos 'maconheiros', que agora até passeata fazem. O princípio que vicia um drogado em cocaína, vicia-o em maconha, haxixe ou heroína: o prazer que a química da droga lhes dá. Ora, se esse prazer os leva a assaltar, matar ou estuprar, que diabos importa o nome do produto que os impele. Mandemos os viciados de hollywood pro inferno antes que paguemos o preço mais caro - faço esse comentário em vista dos diversos filmes produzidos e que tentam glamourizar as drogas.

No próximo post abordarei a essência das políticas de repressão às drogas.

Legalização das Drogas : Uma idéia suicida.

Há poucos dias atrás o mundo estremeceu ao saber das declarações de um representante das Nações Unidas - ONU, que bradou do fracasso que as atuais políticas de repressão às drogas obtiveram em todo o mundo.
Para mim, começou ali, naquele momento, uma nova tentativa do crime organizado internacional em formalizar as suas atividades e desfrutar, sem medo, do seu imenso patrimônio banhado de sangue e que, hoje, os estados nacionais atacam com as ditas 'políticas de repressão'.
Em seguida às declarações do tal cidadão, começaram a ser publicados em toda a mídia debates sobre a questão, onde sempre apareciam um 'incauto' defensor da repressão e um 'intelectual' defensor da legalização. Os resultados dos debates foram sempre ÓBVIOS: A 'legalização do crime' saía do evento como sendo a solução mais inteligente, mais racional, mais econômica e mais fácil a se tomar. A mídia parece que já escolheu o seu lado.
Não é difícil imaginar o porquê dessa nova abordagem do crime, nem entender a sua inteligente e ousada estratégia: escolher seus defensores nas altas cúpulas das entidades de representação mundial como a ONU. Isto acontece porque, neste momento, o argumento do tráfico de drogas internacional é muito 'convincente': a guerra contra as drogas está sendo perdida.
Esta estarrecedora afirmação está ecoando em todo o mundo. Não havia melhor momento para que os 'vultos sombrios' lançassem seus arautos a proferir a solução perfeita para 'vendedores', 'distribuidores' e 'consumidores' de droga : a legalização.
Esta ideia - forçadamente - passou a luzir-se como a única saída para um crime que estaria vencendo a humanidade.
A legalização seria a gota de veneno que falta para matar o paciente.
Neste blog, abordarei este e outros assuntos que estão em pauta, são óbvios, mas nem todo mundo vê.