Os defensores da legalização das drogas (que sempre viveram nas sombras) agora vem à luz para falar na tv e em outros meios de comunicação uma miríade de falsos argumentos que justificariam a aceitação formal desse mal pela sociedade.
Vejamos alguns deles com nossa respectiva contraposição:
1 - Legalizando a droga, eliminar-se-ia o crime que a droga gera.
Contraposição: Este argumento pode (analogamente) equivaler a um outro, por exemplo: 'Legalizando os assassinatos, deixaríamos de ter crimes de assassinato'. Poderíamos estender isso ao roubo, ao estupro, à pedofilia, etc... Ora, essa 'solução' não me parece razoável, parece mais com a solução do avestruz: em caso de perigo, resolva o problema colocando a cabeça em um buraco na terra. Essa alternativa é a essência da COVARDIA. Entretanto, vamos atacar o seu verdadeiro objetivo: reduzir o crime gerado pelas drogas. Pense, o que lhe incomoda no tráfico de drogas: a lavagem de dinheiro, a sonegação ou o fato de você estar exposto a um exército de viciados e de distribuidores dispostos a chacinar a sua família para roubar o que você possui? Dispostos a atirar na cabeça de mulheres grávidas nos sinais de trânsito para roubar-lhes o carro e transformá-lo em dinheiro para consumir ou simplesmente fazer capital-de-giro nas bocas-de-fumo? Ou, ainda, estraçalhar corpos de crianças pelas ruas só por prazer do 'barato' que o entorpecente lhes dá?
Eu não duvido, tanto quanto eu, o que deve te apavorar com relação às drogas é o que o drogado e os seus fornecedores podem fazer com você ou com sua família. Será que uma legalização eliminaria esse perigo? Não, definitivamente não. Isso porque, mesmo que as drogas fossem vendidas em farmácias, o mercado-negro existiria e ainda teríamos um exército de potencial consumidores criminosos, talvez, em quantidade dezenas de vezes maior do que a que temos hoje, pois, a legalização não resolveria o problema do vício, e é o viciado que comete os crimes contra a tua vida e a vida de teus familiares. Eu não dou a mínima se um drogado se mata satisfazendo seu vício, mas me preocupo quando esse cara quer invadir minha casa para me assaltar e colocar em perigo a minha família.
2. Os governos vão 'lucrar' com a legalização.
Contraposição : Esse é fácil. Lembram-se do cigarro? O cigarro também prometeu isso. Hoje, sabe-se que qualquer governo trocaria os milhões em impostos que a indústria do cigarro paga pela possibilidade de não ter que tratar todos os doentes vítimas do cigarro. Ainda havemos de lembrar que as drogas viciam e matam muito mais rápido do que o incômodo cigarro. Entretanto, se só isso fosse o problema, eu assinaria pela legalização já, pois, como já disse, se um drogado morre pelo seu vício, que se dane ele - é apenas um a menos.
3. Poderíamos legalizar primeiro as drogas leves.
Contraposição : Essa é a principal bandeira dos 'maconheiros', que agora até passeata fazem. O princípio que vicia um drogado em cocaína, vicia-o em maconha, haxixe ou heroína: o prazer que a química da droga lhes dá. Ora, se esse prazer os leva a assaltar, matar ou estuprar, que diabos importa o nome do produto que os impele. Mandemos os viciados de hollywood pro inferno antes que paguemos o preço mais caro - faço esse comentário em vista dos diversos filmes produzidos e que tentam glamourizar as drogas.
No próximo post abordarei a essência das políticas de repressão às drogas.
terça-feira, 31 de março de 2009
Legalização das Drogas : Uma idéia suicida.
Há poucos dias atrás o mundo estremeceu ao saber das declarações de um representante das Nações Unidas - ONU, que bradou do fracasso que as atuais políticas de repressão às drogas obtiveram em todo o mundo.
Para mim, começou ali, naquele momento, uma nova tentativa do crime organizado internacional em formalizar as suas atividades e desfrutar, sem medo, do seu imenso patrimônio banhado de sangue e que, hoje, os estados nacionais atacam com as ditas 'políticas de repressão'.
Em seguida às declarações do tal cidadão, começaram a ser publicados em toda a mídia debates sobre a questão, onde sempre apareciam um 'incauto' defensor da repressão e um 'intelectual' defensor da legalização. Os resultados dos debates foram sempre ÓBVIOS: A 'legalização do crime' saía do evento como sendo a solução mais inteligente, mais racional, mais econômica e mais fácil a se tomar. A mídia parece que já escolheu o seu lado.
Não é difícil imaginar o porquê dessa nova abordagem do crime, nem entender a sua inteligente e ousada estratégia: escolher seus defensores nas altas cúpulas das entidades de representação mundial como a ONU. Isto acontece porque, neste momento, o argumento do tráfico de drogas internacional é muito 'convincente': a guerra contra as drogas está sendo perdida.
Esta estarrecedora afirmação está ecoando em todo o mundo. Não havia melhor momento para que os 'vultos sombrios' lançassem seus arautos a proferir a solução perfeita para 'vendedores', 'distribuidores' e 'consumidores' de droga : a legalização.
Esta ideia - forçadamente - passou a luzir-se como a única saída para um crime que estaria vencendo a humanidade.
A legalização seria a gota de veneno que falta para matar o paciente.
Neste blog, abordarei este e outros assuntos que estão em pauta, são óbvios, mas nem todo mundo vê.
Para mim, começou ali, naquele momento, uma nova tentativa do crime organizado internacional em formalizar as suas atividades e desfrutar, sem medo, do seu imenso patrimônio banhado de sangue e que, hoje, os estados nacionais atacam com as ditas 'políticas de repressão'.
Em seguida às declarações do tal cidadão, começaram a ser publicados em toda a mídia debates sobre a questão, onde sempre apareciam um 'incauto' defensor da repressão e um 'intelectual' defensor da legalização. Os resultados dos debates foram sempre ÓBVIOS: A 'legalização do crime' saía do evento como sendo a solução mais inteligente, mais racional, mais econômica e mais fácil a se tomar. A mídia parece que já escolheu o seu lado.
Não é difícil imaginar o porquê dessa nova abordagem do crime, nem entender a sua inteligente e ousada estratégia: escolher seus defensores nas altas cúpulas das entidades de representação mundial como a ONU. Isto acontece porque, neste momento, o argumento do tráfico de drogas internacional é muito 'convincente': a guerra contra as drogas está sendo perdida.
Esta estarrecedora afirmação está ecoando em todo o mundo. Não havia melhor momento para que os 'vultos sombrios' lançassem seus arautos a proferir a solução perfeita para 'vendedores', 'distribuidores' e 'consumidores' de droga : a legalização.
Esta ideia - forçadamente - passou a luzir-se como a única saída para um crime que estaria vencendo a humanidade.
A legalização seria a gota de veneno que falta para matar o paciente.
Neste blog, abordarei este e outros assuntos que estão em pauta, são óbvios, mas nem todo mundo vê.
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