quinta-feira, 29 de julho de 2010

A falácia do 'Impostômetro'.

Com o objetivo claro de atacar o governo do Presidente Lula, um grupo de empresários vêm (confortavelmente assessorados pelos grandes veículos de comunicação do país) fazendo pseudo-manifestações (são na verdade campanhas políticas) querendo convencer os brasileiros de que estamos pagando impostos escorchantes, de que a nossa carga tributária é 'insuportável' e de que ninguém mais aguenta pagar impostos.
Em sua campanha regada a dinheiro, esses empresários e a mídia direitista nacional até criaram um tal 'impostômetro' - que quantificaria o volume de impostos pagos pelos brasileiros. O tal equipamento nada mais é do que um placar eletrônico que incrementa o valor exibido a cada décimo de segundo para dar a idéia de 'tempo real'. Tudo pura encenação. Nem a Receita Federal tem recursos para informar em tempo real a quantidade de tributos arrecadados, até porque o processo nem sempre é tão direto quanto parece. Contudo, o falacioso instrumento tem até jornalista e câmera ao vivo para mostrá-lo incrementado seus valores. Isso tudo acompanhado de mensagens diretas ou disfarçadas contra o governo.
Eu acho que esse esquema é mais do que parece. Eles têm uma intenção obscura por trás disso. Eles estão vendo (pela primeira vez no país) o dinheiro dos impostos indo em auxílio dos mais pobres. Estão vendo milhões de pessoas sendo resgatadas da miséria durante o governo do Lula. Além de tudo, estão 'babando de ódio' ao saber que esse dinheiro que alimenta os famintos poderia estar recheando seus bolsos sem qualquer sacrifício, aliás como sempre foi feito no Brasil-antes-do-Lula.
Para atacar os impostos e os programas sociais do governo (indiretamente), os empresários bradam para os microfones amestrados da mídia que poderiam estar vendendo produtos mais baratos, ou estar investindo mais no país. Um discurso "altruísta" desses é de fazer chorar qualquer incauto.
Entretanto há a tese econômica para desmentí-los: tudo o que eles querem é aumentar os seus lucros. E a coisa funcionaria assim: O governo reduziria os impostos e transformaria (imediatamente) impostos em puro lucro para os empresários.
Quem quiser discordar, discorde, mas eu tenho o exemplo da CPMF como minha prova: A contribuição foi encerrada e nada no país baixou 5, 7 ou até 12% como os empresários diziam que fora o aumento de preços provocado pelo tributo exterminado. Não houve sequer a redução de 0,5%. Muito pelo contrário, os preços continuaram a subir (uns até acima da inflação).
Bem, se um produto teve seu preço incrementado em até 12% com a CPMF, alegando-se que a contribuição passara a fazer parte do custo daquele item, seria de se esperar que ao se remover os tais 12%, o preço final fosse afetado integralmente por esta supressão. Isto é, se eu tenho um produto que teve seu preço catapultado para R$ 100,00 reais com o advento da CPMF, após a extinção do do "imposto" este produto deveria passar a custar R$ 88,00 (OITENTA E OITO REAIS). É. Simples assim. Entretanto não se encontra um brasileiro que tenha percebido essa ou qualquer outra redução no preço dos produtos, aliás, como o próprio Lula disse à época.

Os 12% foram transformados em LUCRO LÍQUIDO no preço dos produtos de então. Tudo isso graças a uma intensa campanha da mídia (principalmente a Globo e suas empresas). Os senhores parlamentares que concederam essa dádiva aos empresários ("não se sabe o por quê") em uma só ação beneficiaram os investidores de suas campanhas políticas e retiraram do governo a capacidade de continuar massificando seus programas sociais, que tem tirado milhões de pessoas da pobreza extrema.
Os nossos empresários tem o "vício" de dizer que, se um produto (nacional ou importado) é caro, é por causa dos impostos. Claro que não se pode dizer que os impostos não contribuam para a formação do preço final dos produtos, entretanto a afirmativa dos empresários é mais uma falácia. (falácia é a mentira que se diz com ares de verdade).
A margem de lucro no Brasil é uma das maiores do mundo. A rentabilidade de vender produtos no Brasil é 30% maior do que (por exemplo) na Argentina. Quem disse isso foi diretor geral da Citroën Argentina, Luis Basavilbaso. Clique no endereço http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1289186 para ler o artigo completo no site do jornal LA NACION. O senhor Luis (que não é o nosso) disse : "...se hoje alguém da empresa tiver que vender um veículo no Brasil ou na Argentina, vai vendê-lo no Brasil. - Há que se reconhecer que o mercado brasileiro é muito mais rentável do que o argentino". Ainda afirmou: "...as montadoras podem vender no mercado brasileiro o mesmo modelo de carro a un preço un 30% superior a o que custa nas concesionárias argentinas. "Essa diferença de preços é pura margem" de rentabilidade."
Declarações como esta você não vai ver na tela da poderosa Globo ou de qualquer outra grande emissora. Manifesta defensora do 'capital' e alinhada com o os mais embrenhados sentimentos tucanos, a emissora prefere dedicar suas câmeras ao vivo e seus 'gloriosos' jornalistas a monitorar o tal 'impostômetro' tentando arrigimentar os desavisados da hora para as suas fileiras na desonrosa batalha contra os interesses do povo brasileiro.
Precisamos ficar alertas e não baixar a guarda, pois os abutres continuam voando sobre a nação. Vestidos de tucanos e fazendo-se parecer capazes de governar o país. O que querem, na verdade, é beneficiar meia dúzia em detrimento de dezenas de milhões.

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